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domingo, 27 de outubro de 2013

MINAS: PECULIARIDADES ECONÔMICAS

Maior Produtor Nacional de Minério de Ferro, de Ferro Nióbio, de Aço, de Ferro Gusa, de Cimento; segundo em produção Automobilística e em Fundição;

Seu Parque Industrial é responsável por 30% do PIB do estado;
 No estado se explora 40 tipos de minérios, e possui uma das maiores reservas mundiais de Rochas Ornamentais, como: Ardósias, Quartzitos, Mármores, Pedra-Sabão, num total de 160 tipos;
 É líder no marcado nacional na produção de Aço, responsável por 1/3 da produção de Aço bruto, com 11,7 milhões de toneladas em 2011. Todos os tipos de Aço são produzidos em suas Usinas Siderúrgicas. As mais produtivas situam-se em cidades como Juiz de Fora, Ouro Branco, João Monlevade, Ipatinga, Timóteo, e sua maiores usinas são, Usiminas, Arcelor Mittal, Gerdau Açominas, Usiminas, V & M do Brasil, etc; MG tem o maior parque siderúrgico do país;
O Polo Automotivo em MG é o segundo do pais, com fábricas como Fiat, Mercedes Bens. Iveco, JPX;

Na América Latina é o único produtor de Helicópteros, com a fábrica Helibrás em Itajubá, subsidiária da fábrica francesa Eurocopter, maior fabricante mundial;
No setor de agronegócios Minas se destaca, correspondendo a 12,4% do PIB nacional, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (USP). De 2001 a 2011, passou de R$65,8 bilhões, para R$118,5 bilhões, crescimento de 80,4%.
Dados de produção agrícola: 1º em Café, Batata Inglesa: 2º em Feijão, Cana de Açúcar, Alho; 3º em Milho, Laranja, Tomate; Na produção de carne animal, esta é a classificação: 2º em Bovinos, 1º em Equinos, 4º em Suinos, e o 5º em Aves;
                             


PROJETO JAÍBA


           É um projeto de irrigação, já implantado, em terras ao redor da cidade do mesmo nome, no norte de Minas. É uma canalização que corre pelas terras áridas, irrigando a produção de hortifruti, para uso interno e para exportação.
           Irriga 300 mil hectares de terras, e é uma iniciativa público-privado, que além do caráter econômico, também atinge o social, pois fixa o homem á terra e desenvolve a região como um todo, sendo um grande pólo na produção de frutas.
          A área onde se situa o Projeto, sempre foi uma região pobre e problemática para o governo. Entretanto, ao contrário do que acontece com o nordeste do país, onde o governo federal nada faz, o governo mineiro resolveu transformar a região, com os recursos que se encontravam no mesmo local.
Em qualquer caso, um pouco de boa vontade, uma decisão política, e o interesse pelo ser humano, mudam qualquer quadro que se apresenta como dantesco.


         Antecipando em muitos anos as pretensões da união, de irrigação das águas do São Francisco, o governo mineiro, já tinha realizado a primeira fase desse projeto, em princípios dos anos 80, atingindo na ocasião 1500 famílias. O resto do projeto está sendo concluído, beneficiando toda a região.  Tudo isso foi possível graças a união de vários órgãos, fundações, governos estadual e federal, universidades, bancos, etc.

Há algo que precisa ser dito: Minas é um estado de oportunidades, focado na extinção da pobreza entre seus habitantes, dinâmico, pujante, que não mede esforços para a cada dia melhorar sua sociedade, sem pobreza, e um nível de vida cada dia melhor. 

MINAS E O BRASIL

O Brasil é um país de dimensões continentais, e economia idem, apesar dos políticos. É o quarto país em dimensão territorial, sendo o maior da Am.Latina, onde tem poder influente. Atualmente(2012) possui cerca de 205 milhões de habitantes, correspondente a 42% da Am.Latina.
       O PIB brasileiro foi de US$2,250 Trilhões (2012) o que colocava o país como 7ª economia do mundo, mas em 85ª em nível de vida. Poucos países tiveram uma trajetória tão significante.

 Cresceu economicamente, se inseriu nos mercados internacionais, o que o tornou, por outro lado, vulnerável à este mercado.

Desde a implantação do Real, o rendimento médio do brasileiro aumentou em 25%.  Seu parque industrial modernizou-se, existem mais escolas, e o nível de analfabetismo diminuiu.
    A partir do período da substituição das importações (anos 50) a economia brasileira cresceu cerca de 14% ao ano.Desde os anos 70 é uma das dez maiores economias do mundo.
     A população até os inícios dos anos 50 era de 60 milhões de habitantes, dos quais a metade vivia no meio rural. Hoje dos 205 milhões, 81% vivem em áreas urbanizadas, o que demanda muitos projetos de infra-estrutura.

MINAS, SEU COMÉRCIO, SEUS PARCEIROS

      Minas é um grande estado em termos territoriais e econômicos. É maior que países como a França, Suécia, Espanha e Japão.Compara-se à Dinamarca, Noruega, Venezuela e Chile. economicamente.
    Seu PIB representa 10% do país, situa-se estrategicamente perto de 80% do mercado consumidor.Encontra-se no lugar certo, no mercado certo.
    Minas é um estado promotor e facilitador, com uma administração pública empreendedora, ousada e inovadora. Com essas diretrizes o estado tornou-se o segundo em industrialização, e o primeiro em empreendedorismo, com parque industrial supridor da maioria das mercadorias necessárias ao país.

     Situado na região sudeste do país, a mais desenvolvida, ainda tem bastante a dar de si, e a hegemonia é perseguida por seus administradores
Abrange 7% do território nacional, e possui cerca de 20 milhões de habitantes(2012), distribuídos de forma quase equânime nos seus 853 municípios.

     A capital B.Hte possui cerca de 2,5 milhões de habitantes.
     O estado possui uma economia diversificada, auto-suficiente, sendo o setor de serviços responsável por 60% do PIB, o segmento industrial 32% e o setor agropecuário 8%.   É o segundo estado exportador do país e em 2009 foi responsável por 9,7% do comércio exterior do país, e 48% do saldo brasileiro.

           Em 2009 foi: Primeiro exportador brasileiro de Café, Idem de Ferro-Liga, Idem de Ferro-Fundido bruto, Idem de Ferro-Gusa, Idem de laminados de Ferro e Aço, Idem de Minério de Ferro, Idem de produtos químicos Inorgânicos,  Idem de Automóveis.   Os principais países importadores são: China, Alemanha, EUA, Japão e Argentina.
    Os principais produtos importados por Minas, são: Hulha Betuminosa, Automóveis menor de 1000 cilindradas, Cloretos de Potássio, Acessórios de Carroceria  para Automóveis.  




JK: OS ANOS DOURADOS DA INDUSTRIALIZAÇÃO

           O governo JK (1951-1955),  encontrou um estado carente de infra-estrutura para instalação de seu parque industrial.
        O estado já detectara os segmentos a ser implantados, para se tornar apto a política da industrialização.        
         Conforme simpósios anteriores, era fato latente que dois objetivos eram condição sine-qua-non: Energia e Transporte.
A implantação desses segmentos passou a ser o objetivo do governo JK.
JK como estadista e homem de visão que foi, com muito esforço conseguiu a energia elétrica necessária, e os meios de locomoção necessários ao comércio do parque industrial.

   Em parceria com as oligarquias locais, conseguiu a implantação de Hidrelétricas, como a de Usina de Furnas e Três Marias, e outras de menor porte,como a Hidrelétrica de Tronqueiras, Itutinga e salto Grande, concretizando a parte da energia.      Quanto às estradas de rodagem, elas se tornaram necessárias para articular as várias cidades do estado, e com os grandes centros, como RJ e SP.
       Varias empresas estrangeiras, notadamente siderúrgicas, demonstraram interesse em se instalar em MG, aproveitando a abundancia de minério de ferro nas proximidades.
       Assim foi com a Cia Siderúrgica Mannesmann, inaugurada na Cidade Industrial (arredores de BH) em 1954, local previamente construído para receber o futuro parque industrial do estado.

                        OUTROS ASPECTOS DA INDUSTRIALIZAÇÃO

           Para reunir administrativamente as várias hidrelétricas instaladas no estado, foi criada a CEMIG-Centrais Elétricas de MG, em 1952, tornando-se hoje a maior central de energia do país.      Outras áreas foram criadas para receber as futuras indústrias do estado, como a Cidade Industrial de Santa Luzia, e do Barreiro, também nos arredores de BH.
Posteriormente com a interiorização das indústrias no estado, esse ideal de território, foi implantado nas cidades do interior.

         Com a implantação dessas infra-estruturas, estava concretizado o ideário da industrialização.   A partir daí, bastaria apenas criar condições  políticas para absorção de novas indústrias.  Os governos posteriores fizeram sua parte, cedendo terrenos, isentando de alguns impostos, criando um clima propício para sua instalação.
        Os anos prosseguiam, e o número e a diversidade de indústrias foram crescendo, e tornou-se a estratégia de desenvolvimento do estado.
Os tempos da agroindústria, como hegemônica na economia, ficaram no passado; o presente nos demonstra a diversidade de produção, agora espalhadas em todas as cidades mineiras.

Tudo isso devemos ao apoio dos governantes do estado, da união, e da ideologia  de suas classes dominantes, que transformaram a  vida sócio-econômica do estado, colocando-se nesse patamar entre os melhores lugares para se viver no país. 

PRIMÓRDIOS DA INDUSTRIALIZAÇÃO EM MINAS

         
 A industrialização em Minas, ocorreu por fatores inerentes à época.  Estamos nos referindo aos anos 20 do sec. XX, que é o período do início da industrialização em MG.
        Fatores como: capitalização pelos cafeicultores; insuficiência pelos mascates da demanda de mercadorias; implantação de ferrovias e rodovias; baixa da exportação de café em razão da primeira guerra mundial; inauguração da capital, B.Hte (1897), com espaço geográfico maior, e áreas destinadas a indústrias; preocupação dos governantes em não limitar o estado à somente produção agropecuária.


        As regiões que primeiro se industrializaram, foram as produtoras de café, mais próximas aos centros de exportação, especialmente RJ e SP. Cafeicultores de cidades como, Juiz de Fora, Leopoldina, Cataguases, Muriaé, Três Corações, Lavras, Três Pontas, Varginha,situadas na Zona da Mata e Sul do estado, e outras, capitalizados pelo comércio do café, foram os primeiros a se interessar pela nova atividade, até pela queda das vendas de café ocasionada pela guerra.  

    A industrialização ao redor de BHte, deu-se por  produção de gêneros de consumo imediato, como: roupas, chapéus, alimento, bebidas, sapatos, cigarros, materiais de construção, tudo para atender à crescente população da capital: funcionários públicos, comerciários, funcionários de ferrovias, imigrantes, escravos recém-libertos, etc.
   Cidades da Zona da Mata e do Sul, dedicavam-se a produção de artigos diversos; e as máquinas para as indústrias vinham do Rio e SP através das ferrovias.  
                  

 DIVERSIDADE DE PRODUTOS E MERCADOS


  A industrialização em Minas, se deu de maneira a mais diversificada possível, quanto a locais e produtos.
Cada cidade tinha suas fábricas e produções, a cidade vizinha, idem, a outra mais a frente, idem. Isso significa que, as péssimas condições de locomoção, não interagia as cidades. Cada uma produzia suas mercadorias, e o consumo dava-se dentro de seus territórios e vizinhanças muito próximas.

      As primeiras indústrias, nos anos 20, eram assim, de produtos simples, para consumo imediato, até porque as máquinas se limitavam à essas produções.
       A preocupação dos governantes mineiros, com a industrialização, já vinha de muito, como demonstra o Decreto 1516 de 1902, promulgado pelo prefeito de BH, Bernardo Monteiro, afirmando que “regulando a concessão de terrenos à indústrias, associações e a venda à particulares”, e na mesma ocasião afirmou:”Embora não seja a capital um núcleo bastante populoso, e sua situação em relação à diversas zonas do estado, já considerável mercado de consumo, legitima a possibilidade de ser ele um centro industrial”.

  Dentre os exemplos de primeiras indústrias na capital, podemos citar a Fábrica de Ladrilhos Lunardi, o Estabelecimento Industrial Mineiro de Paulo Simoni, o Empório Industrial do Conde de Santa Marina, Serraria Souza Pinto, Mecânica de Minas e Industrial de Garcia de Paiva e Pinto.

         Assim foi o principio da industrialização em Minas: espalhado pelas diversas cidades, com fabricação de produtos diversificados, sem nenhuma integração com os mercados próximos, e se ruim à época, foi positivo posteriormente, pela diversidade de fábricas e produtos, por todas as cidades de Minas. 



ASPECTOS SÓCIO-POLÍTICOS-ECONÔMICOS DA MINERAÇÃO

A exploração econômica das terras brasileiras, naqueles idos do final do sec. XVI, dava-se pelo cultivo da cana de açúcar (principal) , fumo e algodão, em terras nordestinas.
       No Sudeste/Sul, a produção se limitava a agricultura de subsistência, pecuária, preação de índios, algumas incursões a procura de drogas do sertão, minérios preciosos, e, só.
       Assim caminhava o Brasil, até a descoberta de ouro nas Gerais.
Desde o princípio do sec. XVI, a procura de ouro e pedras preciosas, era incentivada pela coroa portuguesa.
Até que entre 1693 a 1698, deu-se as descobertas em suas terras. 

      Há varias controvérsias sobre o primeiro achado. Alguns afirmam que Borba Gato (genro de Fernão Dias, precursor da Entrada em MG) foi o primeiro a encontrar Ouro nas cercanias de Sabarabuçu, outros que um componente da bandeira de Antonio Dias o fez, ao pé do Pico do Itacolomy nas proximidades de Mariana.
     A partir daí, o país transformou-se radicalmente.
O centro econômico passou do nordeste para o sudeste. A capital, para maior controle da riqueza, transferiu-se de Salvador para o Rio de Janeiro (1763), e a economia inter-províncias se dinamizou.

        O afluxo de pessoas para a região, se deu de maneira bastante forte, com a emigração chegando a 100 mil pessoas em cerca de trinta anos.
A concentração de pessoas num mesmo local, inaugura a urbanização no país. De um país eminentemente agrário, representado pelos engenhos e casa grande do nordeste, passou a ter uma sociedade urbana, burguesa, com componentes da classe média e trabalhadores livres.
       A riqueza pela mineração aurífera, fez com que a coroa portuguesa
mudasse  paradigmas de governabilidade. Um novo aparato político-administrativo foi implementado, com fixação de um staff de burocratas
para maior fiscalização, a implantação de contratadores, batalhão de guardas e milicianos para impor a ordem entre a população.
       Foram criadas as Casas de Fundição, onde o ouro arrecadado
era quintado, ou seja, marcado com insígnia da coroa, para poder circular na província, ao mesmo tempo que se arrecadava o imposto do quinto, ou seja os 20% que era o imposto real.

         A riqueza trazida pela extração aurífera, tornou a região a mais rica da colônia, mudando paradigmas, enriquecendo pessoas e demonstrando, através da arquitetura Barroca de suas igrejas e casarios, o poderio econômico e social da região. Protestos houveram contra o abuso tributário da metrópole, como a Revolta de Felipe dos Santos em 1720, e a Inconfidência Mineira em 1789, mas logo sufocadas violentamente por forças da coroa.


       Hoje vemos o que foi aquele período pujante da história do país, cujo legado de suas construções Barrocas foi alçada a Patrimônio da Humanidade pela Unesco, não esquecendo das transformações sociais, com a ascensão de uma classe de trabalhadores livres, que ajudaram a edificar aquela sociedade.   

MINAS APÓS CICLO DA MINERAÇÂO

     
    A mineração tinha sido a razão do surgimento de MG como civilização integrada à colônia.    Até então habitada por diversas tribos indígenas, nada se sabia a seu respeito, isolada que estava.
         O período da mineração, que vai de 1700 a 1800, legou-nos um estado de economia, civilização, arquitetura e cultura dinâmicas e inovadoras. que muito contribuíram para um novo paradigma  civilizatório no pais.
   Com a queda da mineração, a agricultura, pecuária e o comércio, encontraram no estado as condições propícias a seu desenvolvimento. O mercado interno com a grande população que possuía, demandava essas atividades.  
Por sua interioridade foi obrigado a criar sua própria dinâmica civilizatória.
As características do povoamento pela mineração, criou oportunidade para o trabalho livre, surgindo a pequena burguesia , em especial de comerciantes, que integraram o RJ e outras províncias à MG.
        Os negócios de fato estão na alma do mineiro, e o fazem com intensidade, até por uma questão de sobrevivência, dada as  peculiaridades de seu meio.
        A dependência da produção de artigos de outras províncias, aos poucos foi sendo superada. Passaram a ser auto-suficientes em tudo, ou quase tudo. O comércio tornou-se pujante, no que foi seguido pelas indústrias para suprir seu mercado.
Minas trouxe a monetarização ao pais, pois era preciso pagar aos trabalhadores livres, em dinheiro, o que espalhou a renda para além das gerais.
      As necessidades de suprir suas carências, e os preços abusivos praticados na região fez com que Minas tivesse grande quantidade de teares, para produção de roupas, especialmente para os escravos, bem como insipiente metalurgia, mas foram proibidos e mandados destruir pela Rainha Maria I.
    
A alternativa para o cessamento das atividades mineradoras foi a agro-pecuária,  que se desenvolveu fortemente.
Por essa época surge o Café no sudeste do pais. Os potentados mineiros, já tinham ouvido falar que  a bebida passara a ser muito apreciado na Europa, e que seu valor era significativo. Resolveram investir na plantação. 
      A demanda pelo café, mostrou-se uma boa cultura para os ex-ricos mineradores, que procuravam por novas atividades econômicas.   A decadência da mineração, liberou mão de obra e recursos financeiros, que acabaram por ser alocados na plantação de cafezais no Vale do Paraiba, região do Estado do RJ.   Cidades como Resende, Pirai, Vassouras, foram lugares dos “barões” do Café, que se enriqueceram com o plantio, e dominaram a vida econômica do pais no século XIX.
          O chamado Ciclo do Café, teve muitos dos ex ricos donos de lavras de Minas, entre seus componentes, por se terem transladado para o Vale do Paraíba, onde voltaram a ser ricos e respeitados. 
           Assim, os de pouco capital ficaram em Minas, e dinamizaram o estado, enquanto ao capitalistas vieram investir no “ouro negro”,no RJ.

Assim fora Minas pós-mineração.   Centrou-se em suas necessidades, criou patamares industriais, governativos, culturais e sociais, cujos resultados oferta a todo pais.          

TRIBUTAÇÃO NA ERA AURÍFERA

O Brasil foi ocupado para ser uma colônia de exploração.
Com essa intenção, a meta era o enriquecimento rápido, e de qualquer forma.   E uma das formas seria a tributação.
      Com os descobrimentos auríferos, a rentabilidade tributária seria bastante significativa, visto o valor da mercadoria.
Em Minas havia a modalidade do Quinto, ou seja, era o tributo de 20% do ouro arrecadado.O produto era levado até as Casas de Fundição, onde era fundido com chancela da Coroa, e retirado os 20% da coroa. Somente podia circular o ouro “quintado”.
         A outra forma de tributação, foi a concessão a particulares
pela cobrança de pedágios sobre pontes, caminhos, tributos sobre comercio, e produção agropecuária.  Particulares arrematavam o direito dessa cobrança por um valor anual, muitas vezes não pagos à coroa.  Eram os chamados Contratadores.    Pelo perdão dessas dívidas o Cel Joaquim Silvério dos Reis, delatou os Inconfidentes,
        A época áurea da produção aurífera foi de 1700 à 1750.

Não obstante a decadência, Portugal insistia em receber o valor fixo de 100 arrobas anuais, que seria cobrado de todos os habitantes da região, mineradores ou não. Era o que denominavam de Derrama. Houveram várias Derramas, mas a de 1789 os inconfidentes  entenderam que seria um grande afronto.

       Juntaram-se então figuras proeminentes da Capitania, e resolveram deflagar a Inconfidência Mineira, com a intenção de libertar a capitania do jugo português. Entretanto foi frustada em seu seu nascedouro, resultando na prisão de seus componentes, e o enforcamento de Tiradentes.